MINI-ARTIGOS SOBRE AS ESPÉCIES

Nesta secção encontram-se mini-artigos sobre as espécies, de forma sucinta e clara, ficamos a conhecer um pouco mais sobre a nossa fauna. Ilustrados com as melhores fotografias da espécie.

AS MINHAS MISSÕES

Ao contrário dos artigos, nas missão explico como consegui fotografar as espécies (ou observar). O que sofri e as peripécias para as conseguir fotografar tranquilamente e sem as perturbar.

TRUQUES E DICAS

Nesta secção poderá encontrar alguns truques e dicas sobre fotografia de vida selvagem e de natureza, desde as técnicas utilizadas na máquina como algumas das técnicas utilizadas no terreno.

ABRIGOS

Para além dos vários truques, existem também alguns abrigos já montados que podemos frequentar em Portugal e outros tantos em Espanha. Serão apenas colocados abrigos que tenha frequentado.

PROJETOS

Os vários projetos que tenho realizado, desde panfletos, livros, workshops, entre outros.

UM MÊS...UMA AVE

A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e da Universidade de Évora apresenta nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "UM MÊS...UMA AVE". Todos os meses foi apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. A lista de espécies do primeiro ano está terminada.

Canal Youtube onWILD

Novo canal no youtube destinado apenas a filmagens de vida selvagem. Subscrevam.

Definições Canon 7D Mark II

As definições que utilizo na minha máquina para a fotografia de aves.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A SKYE

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157644175947305

Esta cadelinha muito meiga foi encontrada a deambular pela estrada nacional entre a Amareleja e a Granja. Foi recolhida por mim e encontrava-se mal nutrida e muito assustada. O veterinário David Delgado da LPN obteve a informação do chip que veio a relevar-se ter sido colocado pela veterinária do canil municipal de Loures. Onde a cadela tinha ido parar quando foi abandonada pela primeira vez. Por fim foi adotada pelo Dono #1 (que foi contactado pelos serviços municipais de Loures). O Dono #1 confessou não ter condições para a ter e que a “emprestou” a um amigo caçador da região da Amareleja (Dono #2). O amigo caçador (Dono #2) encontra-se atualmente na Suíça e terá deixado a cadela a um outro amigo (Dono #3). O último dono dela (#3) é de paradeiro desconhecido. Toda a história é muito confusa e pelo estado em que a cadela se encontrava dava a sensação de estar há alguns dias a deambular na rua.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157644175947305

Chama-se Anouk, mas não responde por este nome. Eu trato-a por Skye ou Rapariga. Ela é simpática, meiga, brincalhona e encontra-se ainda um pouco assustada. Não ladra e não resmunga. Possui cerca de 2 aninhos e está esterilizada. Está muito bem-educada e rapidamente aprende o que pode ou não pode fazer. Assim como aprende truques rapidamente, dar a pata, sentar-se e deitar-se, até mesmo ir buscar objetos ou brinquedos. Criei um vídeo com a história desta pequena: https://www.youtube.com/watch?v=_BQ1lb-PeuQ

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157644175947305

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157644175947305

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157644175947305

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157644175947305

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157644175947305

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Missão: Lagartixa-de-dedos-denteados

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157629955688946
EXIF  F/5.6  1/125 seg.  ISO 100  100 mm
A lagartixa-de-dedos-denteados (Acanthodactylus erythrurus) é uma das mais rápidas, especialmente em areal aberto. Neste caso, fotografei-a numa zona de matos baixos, com muitas rochas e um substrato arenoso, mais duro que as típicas dunas que costumam frequentar. Conhecendo a espécie sabia que tinha de ter muita paciência, pois fogem e desaparecem muito rapidamente. Em dias de calor ficam ainda mais ativas e mais difíceis de fotografar. Com as temperaturas a chegar aos 36ºC, esta lagartixa preferia descansar à sombra e evitava os locais com exposição ao sol.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157629955688946
EXIF  F/4  1/1000 seg.  ISO 100  100 mm
Num determinado momento acabou por atravessar o caminho e viu-se obrigada a parar num local exposto ao sol. Aí fez algo pelo qual não esperava, escavou um bocado o solo mesmo debaixo da barriga. Assentou a barriga no chão e levantou as quatro patas (fotografia em baixo). Tudo isto para evitar o chão quente que pode provocar lesões nas patas e torna-la mais lenta quando precisar de fugir de algum predador.


https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157629955688946
EXIF  F/4  1/1600 seg.  ISO 100  100 mm

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Capa do Guia de Fauna Silvestre da Tapada da Ajuda

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7
O guia de Fauna Silvestre da Tapada da Ajuda foi um projeto que comecei a desenvolver quando ainda era estudante de Biologia do Instituto Superior de Agronomia. A principal razão foi a falta de um suporte em papel que ajudasse a identificar todas as espécies de vertebrados presentes na Tapada da Ajuda durante os meus passeios pela tapada. Terminado o mestrado em Biologia da Conservação pela Universidade de Évora decidi retomar este projeto e finalmente terminá-lo. A data de lançamento ainda não é conhecida (mas no final do ano saberei mais detalhes). Entretanto tenho trabalhado na realização das fichas das espécies e na obtenção das fotografias que faltam (trabalho de secretária nos dias de chuva e trabalho de campo nos dias de sol). Espero que gostem desta pequena amostra. Darei novidades aqui pelo blog.
 
Em baixo podem ver uma das fichas (com o texto desfocado para guardar surpresa), neste caso da espécie Nycticorax nycticorax, o goraz ou garça-noturna.
 
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7

Artigo: Grou

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157628263456361
Os grous (Grus grus) podem chegar a medir 245 cm de comprimento de asas. Esta grande e elegante ave forma grandes bandos durante o inverno. Esta tática permite que as aves percam menos tempo a vigiar por sinais de perigo (predadores) e disponham de mais tempo para procurarem alimento. O número elevado de grous significa mais cabeças a vigiar, por isso, podem alimentar-se durante mais tempo mas mantendo o mesmo nível de segurança. No entanto, grandes bandos de aves levam ao aumento dos conflitos entre indivíduos pelo acesso aos melhores locais de alimentação.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157628263456361

Reproduzem-se no norte da Europa, e a migração toma dois rumos. Parte da população migra para a região este do mar mediterrânico e a outra parte da população migra para oeste do mar mediterrânico. Mais concretamente, as regiões da península ibérica e norte de África. A migração ocorre para escaparem aos invernos rigorosos do norte da Europa, na busca de melhores condições de alimentação. Chegam a concentrar-se cerca de 3000 aves em todo o território nacional. A maioria destas aves instala-se na região alentejana, perto da fronteira com a Extremadura espanhola.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157628263456361
 

Procuram zonas cultivadas, pousios, pastagens naturais e montados, geralmente zonas pouco densas e com poucos matos. Locais onde se podem alimentar de matéria vegetal. Os principais alimentos ingeridos consistem em raízes, rizomas, tubérculos, folhas, caules e sementes. Na região alentejana alimentam-se preferencialmente de bolotas e de cereais. Podem também alimentar-se de invertebrados e anfíbios. Nas áreas de reprodução chegam a incluir na sua dieta pequenos mamíferos, peixes, ovos e crias de aves. Os grous tendem a concentrar-se nos locais mais favoráveis e com melhores condições de alimentação. Sendo fiéis aos locais, regressando ano após ano.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157628263456361
Ao cair da noite os bandos concentram-se num mega bando para voarem em segurança para os dormitórios. Chegam a concentrar-se mais de 400 indivíduos num único bando. Estes locais são frequentemente associados à água, como açudes e charcas pouco profundas. Locais tranquilos. Longe de casas ou estradas. Com boa visibilidade. Declive pouco acentuado e pouca vegetação. Preferindo margens pouco profundas de rios ou albufeiras, onde pernoitem em grandes bandos e em segurança. 
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157628263456361
Fotografar os grous é uma tarefa complicada. É difícil aproximarmo-nos o suficiente ou escolher o local adequado para colocar um abrigo fotográfico. Pois eles escolhem os locais de alimentação consoante lhes dá na cabeça. Nunca regressam no dia seguinte, mas podem regressar dois ou três dias depois. Adivinhar esse dia pode ser complicado.