MINI-ARTIGOS SOBRE AS ESPÉCIES

Nesta secção encontram-se mini-artigos sobre as espécies, de forma sucinta e clara, ficamos a conhecer um pouco mais sobre a nossa fauna. Ilustrados com as melhores fotografias da espécie.

AS MINHAS MISSÕES

Ao contrário dos artigos, nas missão explico como consegui fotografar as espécies (ou observar). O que sofri e as peripécias para as conseguir fotografar tranquilamente e sem as perturbar.

TRUQUES E DICAS

Nesta secção poderá encontrar alguns truques e dicas sobre fotografia de vida selvagem e de natureza, desde as técnicas utilizadas na máquina como algumas das técnicas utilizadas no terreno.

ABRIGOS

Para além dos vários truques, existem também alguns abrigos já montados que podemos frequentar em Portugal e outros tantos em Espanha. Serão apenas colocados abrigos que tenha frequentado.

PROJETOS

Os vários projetos que tenho realizado, desde panfletos, livros, workshops, entre outros.

UM MÊS...UMA AVE

A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e da Universidade de Évora apresenta nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "UM MÊS...UMA AVE". Todos os meses foi apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. A lista de espécies do primeiro ano está terminada.

Canal Youtube onWILD

Novo canal no youtube destinado apenas a filmagens de vida selvagem. Subscrevam.

Definições Canon 7D Mark II

As definições que utilizo na minha máquina para a fotografia de aves.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Artigo: Cagarra


EXIF  f/8  1/2000  ISO-500
150mm  6.5m

A cagarra ou pardela-de-bico-amarelo, Calonectris diomedea, foi a ave do ano em 2011. É uma ave pelágica, isto significa que vive toda a sua vida a sobrevoar os oceanos, deslocando-se a terra apenas para nidificar.



EXIF  f/8  1/1600  ISO-500
150mm  20.8m

É uma das pardelas mais comuns na costa portuguesa, sendo possível observá-las a partir da costa, nomeadamente a partir de vários cabos, cabo Raso, Carvoeiro, Espichel ou São Vicente. É facilmente identificável devido ao seu bico amarelo e pela sua coloração, possuindo um enorme contraste entre o branco do ventre e o castanho do dorso. Podem viver até aos 50 anos, atingindo a maturidade sexual entre os 5 e os 8 anos, quando regressam a terra pela primeira vez para nidificar. As aves juvenis regressam ao mesmo local onde nasceram para procurar companheiro (a) e nidificar. Portugal possui a maioria da população reprodutora desta espécie que nidifica nos Arquipélagos da Madeira, dos Açores e da Berlenga, e urge por isso em protegê-la das várias ameaças a que se encontram sujeitas.

EXIF f/8 1/1000 ISO-500
500mm  17.5m

 
É a maior ave da família Procellariidae, com uma envergadura de asas que pode alcançar os 125 cm e um comprimento máximo de 56 cm, pesando cerca de 650 gramas. As fêmeas são mais pequenas que os machos, mas quando observados a sobrevoar os oceanos é difícil de distingui-los e inclusivamente difícil de determinar a idade das aves.


EXIF f/9  1/1250 ISO-500
247mm  12.8m


A sua alimentação consiste em peixes, cefalópodes e crustáceos. Quando o tempo está calmo possuem um voo desinteressante, mas quando o vento é forte planam velozmente na camada de ar à superfície da água, rasgando o vento e aproveitando as correntes de ar criadas pelas ondas a deslocar-se. É possível por vezes observá-los a tocarem com a ponta das asas na água durante as viragens.

EXIF f/8 1/1000 ISO-400
500mm  17.5m


A cagarra nidifica exclusivamente em ilhas, utilizando cavidades, grutas e buracos escavados por outras espécies. Por vezes, nidificam no solo entre a vegetação ou em abrigos artificiais. Os ninhos asseguram proteção contra o calor e os predadores, mas a introdução de novos predadores, como os gatos e as ratazanas, tem levado à diminuição do sucesso reprodutor das espécies habituadas a nidificar em ilhas. Vivem em colónias e sincronizam a postura para que as crias nascem ao mesmo tempo. Acasalam para toda a vida, no entanto colocam apenas um ovo por ano e se o perderem apenas se reproduzem no ano seguinte. A incubação demora sensivelmente 52 dias, as crias estão prontas a abandonar o ninho passados mais 90 dias. Pouco se sabe dos locais de invernada e os dados disponíveis sugerem que permaneça no Oceano Atlântico, podendo por vezes chegar ao Oceano Índico.

EXIF f/8 1/1250 ISO-400
267mm  12.8m


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Ave do Mês de Outubro: Gaio

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157636396295316/with/10191154573/
 
A ave do mês de Outubro nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian foi o gaio (Garrulus glandarius). Esta grande e astuta ave percorre a cidade de Lisboa à procura de alimento, que descobre por entre as mais variadas árvores plantadas por toda a cidade. No outono é normal encontra-lo a enterrar bolotas que apanhou na rotunda da praça do comércio. E na primavera procuram nos edifícios da Fundação Calouste Gulbenkian pelos ninhos de outros passeriformes.

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157636396295316/with/10191154573/


http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157636396295316/with/10191154573/
 
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157636396295316/with/10191154573/

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157636396295316/with/10191154573/