MINI-ARTIGOS SOBRE AS ESPÉCIES

Nesta secção encontram-se mini-artigos sobre as espécies, de forma sucinta e clara, ficamos a conhecer um pouco mais sobre a nossa fauna. Ilustrados com as melhores fotografias da espécie.

AS MINHAS MISSÕES

Ao contrário dos artigos, nas missão explico como consegui fotografar as espécies (ou observar). O que sofri e as peripécias para as conseguir fotografar tranquilamente e sem as perturbar.

TRUQUES E DICAS

Nesta secção poderá encontrar alguns truques e dicas sobre fotografia de vida selvagem e de natureza, desde as técnicas utilizadas na máquina como algumas das técnicas utilizadas no terreno.

ABRIGOS

Para além dos vários truques, existem também alguns abrigos já montados que podemos frequentar em Portugal e outros tantos em Espanha. Serão apenas colocados abrigos que tenha frequentado.

PROJETOS

Os vários projetos que tenho realizado, desde panfletos, livros, workshops, entre outros.

UM MÊS...UMA AVE

A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e da Universidade de Évora apresenta nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "UM MÊS...UMA AVE". Todos os meses foi apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. A lista de espécies do primeiro ano está terminada.

Canal Youtube onWILD

Novo canal no youtube destinado apenas a filmagens de vida selvagem. Subscrevam.

Definições Canon 7D Mark II

As definições que utilizo na minha máquina para a fotografia de aves.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Ave do mês de Dezembro: Pisco-de-peito-ruivo

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626826186516/with/11251109235/
 
A ave do mês de Dezembro nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian foi o pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula). Esta espécie euroasiática prefere zonas arborizadas como as dos jardins da Gulbenkian. De manhã cedo é possível ouvir vários piscos a cantarolar no topo das árvores, marcando o seu território de inverno.
 
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626826186516/with/11251109235/

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626826186516/with/11251109235/

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626826186516/with/11251109235/

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626826186516/with/11251109235/


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Artigo: Sapo-de-unha-negro

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157632638460707/with/10704868525/
O sapo-de-unha-negra (Pelobates cultripes) é um caso único na Península Ibérica. Este pequeno anfíbio possui uma característica muito especial, uma “unha negra” nas patas traseiras. A utilização desta unha é alvo de grande debate, por um lado pode ser uma ferramenta de um ancestral já inutilizada ou uma ferramenta utilizada para escavar para fugir a predadores. É uma espécie endémica da Península Ibérica abundante em zonas de montado e em habitats de solos arenosos.
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157632638460707/with/10704868525/
Reproduz-se em charcas, lagos, charcos temporários ou poças da chuva de águas paradas e que mantenham um nível adequado de água durante alguns meses. De forma a permitir a conclusão do ciclo aquático e a correspondente metamorfose (transferência para terra). Estas massas de água devem ser livres de grandes predadores, como peixes ou o lagostim-vermelho-do-Louisiana. As primeiras chuvas de outono são o sinal ecológico para o início da reprodução. Começa assim uma migração para as charcas adequadas. As geadas e a neve que ocorre a Norte da Península Ibérica impossibilitam a reprodução, adiando-a para o começo da primavera (Fevereiro a Maio) quando as temperaturas aumentam e as chuvas continuam.
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157632638460707/with/10704868525/
A principais ameaças são a contaminação e poluição das águas por produtos agrícolas ou pelo excedo de gado nos terrenos, mas também são ameaçados pela introdução de espécies exóticas (de peixes e do lagostim-vermelho-do-Louisiana) e pelo atropelamento durante as pequenas migrações até às melhores charcas ou entre charcas.
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157632638460707/with/10704868525/

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157632638460707/with/10704868525/

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Artigo: Grifo


Galeria do Grifo no Flickr
EXIF  f/8  1/800 seg. ISO-400  400mm

O grifo (Gyps fulvus) é uma necrófaga de grande porte, mais pequena que o abutre-preto (Aegypius monachus). Alimenta-se de carcaças de mamíferos de médio ou grande porte (mortos), preferindo os músculos e as vísceras. Estes podem ser selvagens (veado, gamo, javali) ou domésticos (vacas, cabras, ovelhas, porcos). Procura alimento em zonas abertas com poucas árvores onde consegue aterrar e levantar em segurança. Prefere planícies, montanhas ou planaltos montanhosos e evita zonas florestadas ou com densa vegetação, tal como zonas húmidas.

Galeria do Grifo no Flickr
EXIF  f/8  1/500 seg. ISO-400  400mm

Na região da ZPE Moura-Mourão-Barrancos é comum observar colunas de grifos a rodopiar, apanhando as correntes ascendentes de ar quente que se formam pela manhã. Raramente batem as asas, preferindo planar longas distâncias sem consumir energia necessária ao voo normal. Dormem em grupo em escarpas ou em afloramentos rochosos montanhosos. Por vezes, estes locais correspondem aos locais de nidificação ou perto dos locais de alimentação. Levanta voo com o aumento da temperatura que cria as necessárias correntes ascendentes, propícias para planar.

Galeria do Grifo no Flickr
EXIF  f/8  1/640 seg. ISO-400  400mm

CAMPANHA ZERO POISON FOR LIFE
O uso ilegal de venenos para controlar populações de predadores permanece uma prática corrente e silenciosa que afeta todos os anos centenas de animais domésticos e selvagens, muitos destes últimos com elevado estatuto de conservação.

Galeria do Grifo no Flickr
EXIF  f/8  1/640 seg. ISO-400  400mm

O CEAI é uma Organização Não Governamental de ambiente, sem fins lucrativos, sediada em Évora, no sul de Portugal. Fundado a partir do entusiasmo e pela paixão pela natureza de um grupo de jovens, o CEAI tem hoje mais de 20 anos de existência e é responsável pela implementação de diversos projetos de conservação da natureza, caracterizados pelo forte envolvimento das comunidades locais e na compatibilização das atividades humanas com a preservação do património natural.


Galeria do Grifo no Flickr
EXIF  f/8  1/500 seg. ISO-400  400mm

Apesar dos efeitos nefastos sobre o homem e a natureza, o uso de venenos como método de controlo das populações de predadores foi durante muitos séculos uma prática legal. Hoje em dia este método é considerado ilegal, devido à sua não seletividade, às consequências imprevisíveis que tem e à existência de alternativas.
O cão, a raposa, o abutre preto, a águia imperial ibérica, o milhafre real ou o lince ibérico, são apenas alguns dos animais particularmente sensíveis ao uso de venenos.
Mais informações sobre a campanha em: http://www.indiegogo.com/projects/zero-poison-for-life

Galeria do Grifo no Flickr
EXIF  f/8  1/500 seg. ISO-400  400mm


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Artigo: Cagarra


EXIF  f/8  1/2000  ISO-500
150mm  6.5m

A cagarra ou pardela-de-bico-amarelo, Calonectris diomedea, foi a ave do ano em 2011. É uma ave pelágica, isto significa que vive toda a sua vida a sobrevoar os oceanos, deslocando-se a terra apenas para nidificar.



EXIF  f/8  1/1600  ISO-500
150mm  20.8m

É uma das pardelas mais comuns na costa portuguesa, sendo possível observá-las a partir da costa, nomeadamente a partir de vários cabos, cabo Raso, Carvoeiro, Espichel ou São Vicente. É facilmente identificável devido ao seu bico amarelo e pela sua coloração, possuindo um enorme contraste entre o branco do ventre e o castanho do dorso. Podem viver até aos 50 anos, atingindo a maturidade sexual entre os 5 e os 8 anos, quando regressam a terra pela primeira vez para nidificar. As aves juvenis regressam ao mesmo local onde nasceram para procurar companheiro (a) e nidificar. Portugal possui a maioria da população reprodutora desta espécie que nidifica nos Arquipélagos da Madeira, dos Açores e da Berlenga, e urge por isso em protegê-la das várias ameaças a que se encontram sujeitas.

EXIF f/8 1/1000 ISO-500
500mm  17.5m

 
É a maior ave da família Procellariidae, com uma envergadura de asas que pode alcançar os 125 cm e um comprimento máximo de 56 cm, pesando cerca de 650 gramas. As fêmeas são mais pequenas que os machos, mas quando observados a sobrevoar os oceanos é difícil de distingui-los e inclusivamente difícil de determinar a idade das aves.


EXIF f/9  1/1250 ISO-500
247mm  12.8m


A sua alimentação consiste em peixes, cefalópodes e crustáceos. Quando o tempo está calmo possuem um voo desinteressante, mas quando o vento é forte planam velozmente na camada de ar à superfície da água, rasgando o vento e aproveitando as correntes de ar criadas pelas ondas a deslocar-se. É possível por vezes observá-los a tocarem com a ponta das asas na água durante as viragens.

EXIF f/8 1/1000 ISO-400
500mm  17.5m


A cagarra nidifica exclusivamente em ilhas, utilizando cavidades, grutas e buracos escavados por outras espécies. Por vezes, nidificam no solo entre a vegetação ou em abrigos artificiais. Os ninhos asseguram proteção contra o calor e os predadores, mas a introdução de novos predadores, como os gatos e as ratazanas, tem levado à diminuição do sucesso reprodutor das espécies habituadas a nidificar em ilhas. Vivem em colónias e sincronizam a postura para que as crias nascem ao mesmo tempo. Acasalam para toda a vida, no entanto colocam apenas um ovo por ano e se o perderem apenas se reproduzem no ano seguinte. A incubação demora sensivelmente 52 dias, as crias estão prontas a abandonar o ninho passados mais 90 dias. Pouco se sabe dos locais de invernada e os dados disponíveis sugerem que permaneça no Oceano Atlântico, podendo por vezes chegar ao Oceano Índico.

EXIF f/8 1/1250 ISO-400
267mm  12.8m


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Ave do Mês de Outubro: Gaio

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157636396295316/with/10191154573/
 
A ave do mês de Outubro nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian foi o gaio (Garrulus glandarius). Esta grande e astuta ave percorre a cidade de Lisboa à procura de alimento, que descobre por entre as mais variadas árvores plantadas por toda a cidade. No outono é normal encontra-lo a enterrar bolotas que apanhou na rotunda da praça do comércio. E na primavera procuram nos edifícios da Fundação Calouste Gulbenkian pelos ninhos de outros passeriformes.

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157636396295316/with/10191154573/


http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157636396295316/with/10191154573/
 
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157636396295316/with/10191154573/

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157636396295316/with/10191154573/

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Artigo: Goraz ou Garça-noturna

 
O goraz ou garça-noturna (Nycticorax nycticorax) passa os dias escondido em árvores, a alguns metros do seu local de alimentação. Aparecem junto aos locais de alimentação apenas durante a noite, quando nenhuma atividade humana os perturba. São aves migradoras e nidificam cerca de 50 casais em Portugal Continental.
 
Os adultos apresentam uma coloração acinzentada, pretos no dorso e no topo da cabeça e brancos na região do pescoço, apresentando os olhos com um vermelho vivo. Os juvenis possuem uma coloração acastanhada com pintas brancas e o olho apresenta uma coloração laranja, ao invés do vermelho dos adultos. São bastante diferentes dos adultos, no entanto, tanto o adulto como o juvenil são inconfundíveis.
 

Goraz adulto.



Goraz juvenil.


Alimentam-se de peixes, anfíbios e insetos, perseguindo-os em águas pouco profundas ou partir de um local estacionário sobre a água, também podem alimentar-se de crustáceos, répteis (cobras e lagartos), pequenos roedores, moluscos, aranhas, sanguessugas e outras aves juvenis. Podem capturar até 12 peixes com cerca de 90 gramas cada por noite. Alimentam-se em lagoas costeiras, em lagos interiores, em cursos de água, estuários, pântanos, pauis, açudes, barragens, charcas, lagoas, e por vezes em lagos oceânicos criados pelas marés nas praias.
 
É uma ave colonial durante a época de reprodução, nidificando em grupo no topo de árvores ou em grandes colónias juntamente com outras garças mais pequenas em florestas, matos altos, pântanos ou lagos, estes últimos servem também de local de alimentação. Por vezes nidificam em árvores nas avenidas das cidades, como é o caso da colónia que nidifica no Jardim Zoológico de Lisboa. Ambos os progenitores colaboraram na construção do ninho, na incubação e alimentação das crias durante três semanas após nascerem.
 
O macho recolhe os ramos e entrega-os à fêmea que depois os utiliza para construir o ninho. Colocam entre 3 a 5 ovos, que são depositados com dois dias de intervalo. O período de incubação demora entre 24 a 26 dias. Ambos os progenitores alimentam as crias, regurgitando os alimentos. Os juvenis abandonam a proteção do ninho passadas duas semanas, no entanto, ainda não sabem voar e por isso permanecem em ramos perto do ninho por mais três semanas, não se afastando do ninho. À 6ª ou 7ª semana já conseguem voar bem e seguem os progenitores até aos locais de alimentação.
 
A destruição do habitat tem sido a principal causa de desaparecimento, como a drenagem das zonas húmidas, o corte de árvores e a perturbação dos locais de nidificação.

Artigo: Cobra-de-capuz

 
A cobra-de-capuz, Macroprotodon cucullatus, é uma pequena cobra de hábitos secretos que possui uma distribuição dispersa pelo Norte de África, Ilhas Baleares e Península Ibérica. As espécies do género Macroprotodon são unicamente encontradas em regiões mediterrânicas. Na Península Ibérica ocorre a subespécie Macroprotodon cucullatus ibericus, proveniente do Norte de África através de colonizações naturais recentes, quer por via transmarina e também quando a ponte terrestre de Gibraltar se encontrava disponível.
 
 
Ocorre na metade Sul da Península Ibérica e é o colubrídeo mais pequeno da região europeia e um dos mais desconhecidos. Alimentam-se de outros vertebrados, principalmente outros répteis e os seus hábitos são ainda confusos e pouco estudados.
 

Habita zonas de matos com rochas, pois prefere permanecer debaixo das rochas, são geralmente regiões semiáridas. Também pode ser encontrada em áreas abertas de pinhais e montados.
 
 
 
As suas presas favoritas são de corpo longo (ou seja, um grande SVL – Snout-vent Lenght) que vivem enterradas ou debaixo de pedras. A cobra-cega, Blanus cinereus, é o seu alimento preferido, mas também se alimenta de fura-pastos-de-pernas-tridáctila (Chalcides striatus), fura-pastos-de-pernas-pentadáctila (Chalcides bedriagai), lagartixas (Psammadromus hispanicus e P. algirus), cobra-rateira (Malpolon monspessulanus), e alguns casos isolados de rato-das-hortas (Mus spretus) e pequenos artrópodes (gafanhotos e aranhas). A cobra-cega é uma espécie de hábitos diurnos e por isso, a cobra-de-capuz não poderá ser completamente noturna, mas sim de hábitos mistos. No entanto, o habitat dela é debaixo do solo, de pedras, em buracos ou tocas. Ela caça por emboscada, esperando as suas presas debaixo das pedras, quer elas sejam provenientes do exterior, como as lagartixas, ou do chão, como a cobra-cega. Uma análise mais aprofundada à sua retina indicia que a cobra-de-capuz seja diurna, embora também possua hábitos noturnos. 

 
 
Embora a cobra-cega seja semelhante em qualquer das pontas e não possua nenhuma escama pontiaguda, a cobra-de-capuz procura ativamente a cabeça da sua presa e começa a engolir sempre pela cabeça, um hábito comum em serpentes. Possui veneno com o qual imobiliza as suas presas, no entanto, ele é totalmente inofensivo para o ser humano. O veneno é inoculado pelos dentes posteriores do maxilar superior, ou seja, é opistóglifo. Ela injeta a sua secreção venenosa das glândulas de Duvernoy numa zona vital da sua presa para a matar (imobilizar) o mais rapidamente possível. Engolir uma cobra-cega ainda viva é impensável e perigoso, é um animal que possui uma forte musculatura no corpo. Ela morde principalmente a cabeça da cobra-cega.

 
O consumo de presas grandes é semelhante às serpentes altamente venenosas, as solenóglifos. No entanto, ela alimenta-se com pouca frequência e possui baixos requerimentos energéticos, no entanto, alimenta-se de presas com grande biomassa. Esta baixa taxa de alimentação será devido à sua tranquila vida? Ou devido à limitação de presas? Provavelmente serão necessários mais estudos sobre esta espécie, no entanto, no Norte de África ela alimenta-se do dobro das espécies que os indivíduos da Península Ibérica. Foram registados indivíduos a atravessar estradas entre as 20h e as 24h, evidenciando os seus hábitos noturnos, no entanto, a limitação das suas presas pode originar alguns hábitos diurnos.

sábado, 24 de agosto de 2013

Artigo: Abelharuco



 
Os abelharucos (Merops apiaster) são das aves mais vistosas em Portugal. A sua coloração é inconfundível e espetacular, em tons amarelos-avermelhados e com um ventre azulado.
 
 
 
É uma ave especial e interessante que sempre fascinou os cientistas. Os vários aspetos biológicos, ecológicos e de nidificação são pouco conhecidos devido à sua pequena distribuição no Sul da Europa, principalmente devido à localização dos ninhos em margens de rios e a dificuldade em observar os indivíduos.

 
São aves insectívoras e coloniais.
 

Por volta de Maio as aves chegam da migração e renovam ou constroem novos ninhos. A localização dos ninhos deve oferecer alimento, proteção dos predadores e proteção do clima. Os machos defendem os ramos perto dos ninhos onde ocorre o acasalamento e oferenda de comida. Durante a incubação os ovos nunca são deixados sozinhos, e ambos os progenitores se encarregam desta tarefa durante o dia, e à noite apenas a femea permanece a incubar os ovos.
 

Ambos os progenitores fornecem alimento às crias e por vezes são ajudados por um parente, normalmente, um juvenil do ano anterior. A alimentação é rica em insetos, principalmente Hymenoptera (abelhas), Odonatas (libélulas) e Lepidoptera (borboletas), mas também podem consumir Dipteras (mosquitos).

 
Prefere regiões áridas e semi-áridas, selecionando paredes arenosas. É uma das espécies com habilidade de modificar o habitat, isto porque ela é capaz de cavar grandes cavidades, no chão ou em paredes, onde vai nidificar, sendo um autentico engenheiro. Esta habilidade é importante porque aumenta o potencial dos agentes de erosão, é um bioperturbador, isto porque aumenta a biodiversidade ao providenciar recursos básicos (habitat) para outras espécies. Existem espécies que podem aproveitar estas cavidades, como a alvéola-branca (Motacilla alba), várias espécies de pardais (Passer sp), estorninhos-pretos (Sturnus vulgaris), poupa (Upupa epops) e outras espécies cavam e aumentam as cavidades como o mocho-galego (Athene noctua) e o rolieiro (Coracias garrulus).

 
A altura mais critica no ciclo de vida de uma ave é a migração, não so a ave tem de escolher a rota de migração para e dos locais de invernada mas também quando descansar, onde e por quanto tempo.

 

 
São aves migradoras, coloniais, capturam insetos em pleno voo e nidificam  em cavidades no final de profundos buracos, principalmente em arribas verticais ou extremamente inclinados. Eles cavam o buraco a cada época de reprodução, embora por vezes possam reutilizar ninhos antigos. Normalmente cavam 2 a 3 buracos iniciais de 60cm, até unirem esforços numa única cavidade que será o ninho. Estes buracos “iniciais” podem estar em diferentes estádios de desenvolvimento, muitos possuem as mesmas dimensões que as cavidades “ninho” e outros, não sendo tao grandes. Podem ser compridos o suficiente para servir de ninhos potenciais ou habitat “roosting” para outras espécies.